Igreja Batista da Glória

Um igreja da Convenção Batista Brasileira que deseja levar cada membro a viver como servo de Cristo.

Vivendo em paz

Filipenses 4.2-9

Baixa aqui a mensagem na íntegra

Se quiser, baixe aqui o áudio da mensagem para ouvir no carro ou no ônibus.

Introdução

Certamente que um dos tesouros que os homens procuram é a paz. Considerando que temos vários campos de nossa vida que podem tiram a nossa paz, perde-la parece ser um questão de tempo. São os sofrimentos decorrentes de guerras, conflitos familiares e em outros grupos de relacionamento, disputas na carreira profissional, doenças, privações, dentre tantos outras coisas que parecem tirar o colorido da vida.

Mas como viver em paz?

1)   Não permita que interesses pessoais o impeça de servir junto no Reino (vs. 2,3)

Evódia e Síntique eram cooperadoras do evangelho, mas haviam perdido a harmonia no Senhor.

Embora, em nós, tenhamos diferenças, no Senhor, não. O que está em Cristo nos une. Por isso nossa harmonia é possível no Senhor.

* Quão mais cedo cessa o interesse pessoal, também, o conflito

Veja Tiago 4.1-2

* Nosso desafio é a unidade na intimidade (Filipenses 2.1-4; Romanos 15.5)

Existem muitos pensamentos que surgem em nosso coração e que acirram nossas diferenças.

“Prefiro que tratemos as crianças desta forma, prefiro que tratemos teologia assim, prefiro que conduzam os cultos ou encontros desta forma, prefiro que o ministério seja assim, prefiro que oremos desta forma, etc.”

Precisamos aprender a pensar como Deus. Esvaziamos de nós mesmos (Filipenses 5.5-8) e procuramos gerar uma unidade íntima, de alma (Filipenses 2.1-4).

Certamente que Deus poderá intervir, pois Ele é o Deus da paz e pelo seu Espírito pode nos guiar na verdade e nos dar “um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus” (Romanos 15.5).

* Os outros são maiores do que nós, dediquemo-nos a eles (Romanos 12.10,16; Filipenses 2.20)

Crescemos em um mundo que nos impulsiona a sermos os melhores.

Mas não somos do mundo, em nosso Reino, preferimos o melhor para outros, no dia a dia. “Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios.” (Rom. 12.10).

Nunca achamos que somos tão sábios em relação a alguém que ele não nos possa ensinar. Pois, “Não (somos) sábios aos (nossos) próprios olhos”. “Não (somos) orgulhosos, mas (estamos) dispostos a associar-(nos) a pessoas de posição inferior.” (Romanos 12.16).

2) Seja qual for a circunstância, a fonte de nossa satisfação é o Senhor (v.4)

Por isso Paulo repete várias vezes nesta carta, “Alegrem-se no Senhor!”. Poderíamos detalhar este mandamento dizendo:

* Busque nas Escrituras os motivos porque adorar a Deus.

* Conversemos com Ele de forma sincera e íntima.

* Contemple na natureza a beleza e poder e o caráter Deus.

* Sejamos alegres, nos satisfaçamos porque este Deus não se isolou de nós, mas quer relacionar-se conosco.

A religião vazia de amor por Cristo, não satisfaz. Desta forma, ele precisa de alguma outra coisa para adorar (Romanos 1.21-25).

O altar de Deus é uma fonte de satisfação. “Então irei ao altar de Deus, a Deus, a fonte da minha plena alegria. Com a harpa te louvarei, ó Deus, meu Deus!” (Salmo 43.4).

3)   Coloquemos todas as nossas preocupações em orações suplicantes e agradecidas (v.5,6)

A preocupação ou ansiedade é um pensamento que paralisa, tira a noção de responsabilidade que todos tem quando estão precisando resolver questões do presente. Ela antecipa para hoje, ocupações de amanhã. Certamente isso tira a paz.

Por coisa alguma “Não andem ansiosos por coisa alguma”.

* A reação que Deus espera é o pedido em oração humilde e grata (v.6)

Mas sabendo nossas necessidades, Deus gosta que conversemos com Ele e nós precisamos reconhecer que somos dependentes dEle.

R. C. Sproul ilustra em seu livro “A oração muda as coisas?” . Necessidade da esposa de ouvir “Eu te amo” do seu esposo.

Intimidade de Deus não permite dar bronca nele, fazer exigências, ordenar sobre o que Ele deve fazer, e outras coisas do tipo. A ideia da palavra súplica: “Oração feita com insistência e submissão; prece, rogativa: Deus ouviu minha súplica. / Pedido, memorial em que se solicita favor, graça ou esmola.” (Dicionário Aurélio).

Princípio que Jesus ensina na parábola da viúva e o juiz que não temia a Deus (Lucas 18.1-8), da mesma forma que uma mulher que lutava com um fluxo de sangue a 12 anos, (Mateus 9.20-22), e o cego Bartimeu nas proximidade de Jericó clamando insistentemente por misericórdia (Mateus 20.29-34).

Obstáculos e o tempo não podem parar nossas orações e busca por Deus.

* Não há como Deus não se importar

Exercitar nossa confiança de que Deus é cheio de bondade. Tribulação é disciplina de Deus ou treinamento (prova) de Deus.

Todas as coisas estão debaixo da soberania de Deus. “Desde o início faço conhecido o fim, desde tempos remotos, o que ainda virá. Digo: Meu propósito ficará de pé, e farei tudo o que me agrada.” (Isaías 46.10).

Este controle está nos mínimos detalhes. 6Não se vendem cinco pardais por duas moedinhas? Contudo, nenhum deles é esquecido por Deus. 7Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais!” (Lucas 12.6-7).

As ações de Deus são cheias de amor. “No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.” (1 João 4.18).

4)   Vivamos conforme pensamentos excelentes e louváveis com os quais enchemos nossa mente (vs. 8,9).

Um dos grandes desafios para a igreja mais tradicional e que zela pela fidelidade à Palavra de Deus é agirmos com zelo, sem perder  de vista o prazer nas coisas de Deus.

* Escolha o que vai colocar em sua mente

Adoramos o que admiramos e adoramos mais o que admiramos mais.

No entanto, nem todas as coisas admiráveis, satisfazem plenamente. Mesmo as que tem alguma satisfação trazem duras consequências. Diz a Palavra do Senhor: “O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” (1 João 2.17).

Longe da sabedoria de Deus, trazem morte, divórcio, solidão, dependência, doença e outras coisas afins. Elas não trazem verdadeira paz. Disse Jesus: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo.”  (João 14.27).

Para se ter esta paz perfeita que vem de Deus nossa mente precisa ser cheia de “tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.” (v.8).

Não posso ter paz depois de passar todo o dia na frente de livros, TV, internet, sem um conteúdo que purifique a minha mente.

* Determine viver o que aprendeu de Deus e se esforce para isso (v.9)

Devemos agir e reagir conforme o que aprendemos de Deus e não pelos impulsos de pensamentos e desejos pecaminosos.

Vocês poderão passar por privações as mais diversas, poderão sofrer em seus relacionamentos com o pecado dos outros, poderão ter que esperar mais do que os outros para alcançarem alguma coisa de Deus, mas uma coisa não lhes faltará: paz!

Para Deus, não é uma promessa de solução dos problemas que nos dá paz, mas é a promessa da presença do Deus da paz que nos conforta. Assim, como uma criança que não tem medo ao ouvir trovões e ver a tempestade quando está abraçada aos seus pais.

Conclusão

  1. Se não estamos presos a interesses pessoais
  2. Se nosso ânimo está no Senhor e não nas circunstâncias
  3. Se todas as nossas preocupações são colocadas diante de Deus de forma humilde e agradecida e
  4. Se vivemos movidos por pensamentos excelentes e louváveis, então

O Deus da paz estará conosco e a paz de Deus protegerá nossos corações e pensamentos em Cristo Jesus.

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