Igreja Batista da Glória

Um igreja da Convenção Batista Brasileira que deseja levar cada membro a viver como servo de Cristo.

Livres para serem santos

O PREÇO DO PECADO

Salmo 32

Por que falar sobre nossa liberdade para santidade?

Sensualidade é uma palavra algumas vezes usada por Paulo no Novo testamento para expressar a satisfação dos desejos da carne. Ou seja, é o atendimento aos desejos pecaminosos que o nosso corpo naturalmente produz. O mesmo assunto também aparece na Bíblia com as expressões desejos da carne, desejos pecaminosos, concupiscências, pendor da carne, etc.

Em nosso dia sofremos muita influência de problemas e provações que ocupam nossas mentes. E consequentemente corremos o risco de buscamos a Deus muito mais por causa destas lutas do que por causa da luta pela santidade. Não é errado apresentarmos nossos problemas a Deus. Devemos fazê-lo com orações, súplicas e ações de graças. Não só os nossos, como de nossos irmãos e amigos.

Na avaliação de Deus, nosso maior problema é o pecado. Todos os demais problemas possuem consequências e podem trazer prejuízos enquanto vivemos aqui neste mundo. Mas o pecado gera consequências eternas.

Assim, no tocante ao pecado, somos orientados pela Palavra a não atender aos desejos pecaminosos de nossa carne. Como em Romanos 6.12: “Portanto, não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais, fazendo que vocês obedeçam aos seus desejos.”

E se eu não dominar o pecado?

 1)  O pecado tira a alegria da salvação (1,2,11)

“Faze-me ouvir de novo júbilo e alegria, e os ossos que esmagaste exultarão. (…)Devolve-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer.” (Salmo 51.8,12)

Quando um crente sincero e temente comete pecados, a tristeza invade seu coração e algumas músicas de celebração se tornam incompatíveis com o estado da alma. Tem-se dificuldades de dançar, bater palmas, cantar com alegria e fervorosamente músicas de festa.

Quando pecarmos e confessamos o nosso pecado precisamos pedir a Deus a restauração de nossa alegria, a mesma que tivemos quando fomos salvos.

Se somos culpados de pecado nossa alma se resseca, estas culpas se tornam um fardo pesado a ser levado (Salmo 38.4). Mas quando confessamos nossos pecados nossa alegria é restaurada e nossa vigor são devolvidos. É Davi que é inspirado por Deus para nos ensinar isso: “Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados!” – Salmo 32.1.

Há dois extremos igualmente perigosos: um deles é você não se sensibilizar mais com o pecado que pratica, o outro é você estabelecer regras mais rígidas do que aquelas que a Palavra declara para obter o perdão dos pecados.

Aplicação

Você tem tido ânimo para louvar e servir ao Senhor? Você tem tido prazer na presença do Senhor? Os tempos de meditação bíblica e oração são satisfatórios e geram bem estar em você? Como você tem tratado os seus pecados?

2)  O pecado traz danos em nosso corpo (3,4)

O salmista Davi reconhecia: “enquanto eu mantinha escondidos os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer.” (Salmo 32.3, veja também o Salmo 38.1-10)

Os efeitos dos nossos pecados não são apenas espirituais, também são físicos e emocionais. E neste sentido é interessante que quando a Igreja em Corinto foi exortada a excluir da comunhão um crente imoral de seu meio, Paulo diz: “entregue este homem a Satanás, para que o corpo seja destruído e seu espírito seja salvo no dia do Senhor” (1 Coríntios 5.5).

Orientando os mesmos irmãos sobre a celebração da Ceia, Paulo alerta que haviam muitas pessoas doentes e outras até mortas por terem participado da comunhão indignamente (1 Coríntios 11.28-30);

Fica evidente na Palavra de Deus que estas consequências no corpo (além do espírito) não consequências apenas naturais, como o fato de alguém ficar triste por que cometeu um pecado ou porque o pecado foi descoberto ou porque foi acometido de uma doença por causa de um ato de prostituição. Algumas vezes, são ações (ou omissões) de Deus.

3)  O pecado nos tira a confiança na oração (6)

Deus se abstém de ouvir a oração dos incrédulos e injustos. Quando alguém mantém o pecado em sua vida e dele não se arrepende, perde ele a razão de orar e a confiança de que sua oração será ouvida, enfraquece a sua própria fé.

“Se eu acalentasse o pecado no coração, o Senhor não me ouviria; mas Deus me ouviu, deu atenção à oração que lhe dirigi.” – Salmo 66.18,19. Ou como diz em Provérbios: “O Senhor está longe dos ímpios, mas ouve a oração dos justos.” – Provérbios 15.29.

Para que você compreenda o coração de Deus, Deus detesta a oração feita por pessoas que não o amam e por isso não seguem seus mandamentos.

Prov. 29.8 diz: “Se alguém se recusa a ouvir a lei, até suas orações são detestáveis.”

Quando Israel estava em pleno declínio e desmoronamento provocado pelo avanço e domínio das tropas da Assíria e quando Judá, isto porque estavam debaixo da disciplina do Senhor, por haverem pecado, Isaías proclamou:

“Vejam, o braço do Senhor não está tão encolhido que não possa salvar, e o seu ouvido tão surdo que não possa ouvir. Mas as suas maldades separam vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá.” – Isaías 59.1,2

Mas, quando confessamos os nossos pecados e nos arrependemos deles, orando ao Senhor com o coração quebrantando, sendo honestos e sinceros em relação a nossa tristeza e disposição para mudar de rumo, Deus tem grande prazer nele. Deus não exige nossa perfeição para que sejamos agradáveis a Ele, simplesmente que sejamos humildes e nos arrependamos. “A este eu estimo: ao humilde e contrito de espírito, que treme diante da minha palavra.” (Isaías 66.2b). Ou ainda diz o Senhor por boca de Davi: “um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás.” (Salmo 51.17b).

O apóstolo Pedro confirma as palavras de Davi:

“Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos à sua oração, mas o rosto do Senhor volta-se contra os que praticam o mal” (1 Pedro 3.12).

Somos completamente carente de Deus e somos completos em Deus. Quando estamos nEle, podemos qualquer coisa. Qualquer preocupação colocamos diante dele com orações, súplicas e ações de graça, certos de que seremos respondidos.

Aplicação

Quando temos dificuldades, passamos por problemas de crer que Deus nos responderá a oração, precisamos rever nossas atitudes e avaliar em que temos pecado contra Deus e confessar estes pecados. Depois disto, colocar humildemente diante dele nossas súplicas. Por causa da fidelidade de Deus ele ouvirá nossa oração, porque assim o prometeu. Você tem tido dificuldades em crer na resposta de Deus às suas orações?

4)  Nos tira a segurança da salvação (6)

Deus nos chamou para viver em novidade de vida. Não fomos chamados para viver no pecado e as Escrituras deixam claro que aquele que continua na prática do pecado não nasceu de novo e não conhece a Deus. Como diz as Escrituras: “Aquele que diz: ‘Eu o conheço’, mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele.” (1 João 2.4, ver também 3.6-10) e outro momento ainda diz: 9Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, 10 nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus.” (1 Coríntios 6.9,10).

Mas não há uma linha muito clara sobre o quanto de pecado separa o verdadeiro e falso cristão. Por isso, muito perdem a convicção de sua salvação. O que fazer então diante destas coisas? Se Deus quisesse que contabilizássemos pecados para que nos aprovássemos como cristãos, ele o teria feito. Como não o fez, o que nos resta é buscar santidade. E neste sentido creio que podemos nos identificar como cristãos ou não. Se não buscamos a santidade, não conheceremos o Senhor, pois “sem santidade, ninguém verá a Deus.”

Aplicação

Quando mais jovem, algumas vezes tive oportunidade de conversar com pessoas que falavam da falta de convicção de que estavam salvos, e eu dizia sempre a eles que se tinham confessado sua fé em Cristo, de fato estavam salvos e não perderiam a sua salvação. Mas minha resposta talvez tenha sido muito simplista e pouco colaborou.

Isto, porque, se estamos conformados com o pecado mesmo que já tenhamos feito nossa confissão de fé, precisamos compreender que, de fato, não ocorreu conversão. Como isso, o Espírito de Deus não está em nós e não somos novas criaturas vivendo uma novidade de vida. O momento em que percebemos isso é um momento propício ao arrependimento e de se tomar uma decisão de sinceramente entregar-se a Deus para amá-lo e servi-lo.

5)  O pecado dá lugar ao Diabo (7)

Quando Paulo falou aos coríntios, por causa da forma como estavam tratando da imoralidade dentro da igreja, ele foi muito duro. Mas em outra carta ele trata de amenizar a tristeza dos irmãos, inclusive perdoando o que fosse necessário perdoar. 10Se vocês perdoam a alguém, eu também perdoo; e aquilo que perdoei, se é que havia alguma coisa para perdoar, perdoei na presença de Cristo, por amor a vocês, 11 a fim de que Satanás não tivesse vantagem sobre nós; pois não ignoramos as suas intenções.” (2 Coríntios 2.10,11).

Quando deixamos que haja algum ranço em nossos relacionamentos, Satanás ganha vantagem em nós nos impedindo de muitas outras coisas, bênçãos, respostas às orações, frieza espiritual, falta de fé, desânimo, etc. Portanto, meu irmãos, perdoem uns aos outros, e se alguém muito distante, sem contato, peçam perdão a Deus pelo que fez e perdoe o que fizeram com você.

Orientando sobre relacionamentos, Paulo diz aos Efésios, capítulo 4: 26Irem-se, mas não pequei. Apaziguem a ira antes que o sol se ponha 27 e não deem lugar ao Diabo.”.

Estamos em uma guerra constante contra Satanás e se mantemos sentimentos que nos distanciam uns dos outros, teremos dificuldade de trabalharmos juntos. Além disso, como qualquer pecado nos distancia de Deus, de sua provisão, de sua dependência, de sua adoração, Satanás terá menos dificuldades para estender seu reino de destruição na terra.

Aplicação

Tenho me perguntado porque avançamos tão pouco nos últimos tempos. Nossa igreja rapidamente cresceu de 10 para 35 células, mas nossa grandeza também foi nossa estagnação. Há quanto tempo estamos assim. O maior beneficiado com tudo isso é Satanás. Se há orgulho em alguns corações em sermos uma igreja com muitas pessoas, que este orgulho se desfaça, pois tal orgulho não nos pode impedir de tirarmos mais pessoas das mãos do Diabo. Precisamos reconhecer que o crescimento desta igreja não é o propósito, mas o crescimento do Reino de Deus em qualquer lugar.

6)  O pecado veda nosso amadurecimento (8)

O verdadeiro conhecimento e entendimento de quem é Deus e de sua vontade, não pode ser obtido apenas com o estudo das Escrituras. Uma vida de acúmulo de teoria não é bastante para se conhecer a Deus. Hebreus 5.14 mostra que “o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal.” Ou seja, se nos conformamos ao pecado, não exercitamos a Palavra e por isso não conseguimos discernir a vontade de Deus.

Além disso, conforme Tiago 1.22-24, é a prática que nos ajuda consolidar o conhecimento e torna-lo fixo em nossas mentes. Não praticando os princípios, mas pecando através da omissão à pratica da vontade de Deus, terminaremos esquecendo as coisas que ensinamos e aprendemos teoricamente.

7)  O pecado torna a vida mais infeliz e difícil (8)

Em provérbios a Sabedoria as vezes assume personalidade e é tratada como uma pessoa. A sabedoria de Provérbios não é simplesmente o destaque de alguém que tem habilidade para tomar decisões, mas trata-se de uma sabedoria especial, que se origina no temor a Deus. No início do livro a Sabedoria assume um papel de pessoa para dizer: 25Visto que desprezaram totalmente o meu conselho e não quiseram aceitar a minha repreensão, 26 eu, de minha parte, vou rir-me da sua desgraça; zombarei quando o que temem se abater sobre vocês, 27quando aquilo que temem abater-se sobre vocês como uma tempestade, quando a desgraça os atingir como um vendaval, quando a angústia e a dor os dominarem.” (Provérbios 1.25-27).

Em alguns de seus provérbios, inspirados por Deus, Salomão fala das consequências de uma vida infiel e de dureza de coração: “O bom entendimento conquista favor, mas o caminho do infiel é áspero. (…) O infortúnio persegue o pecador, mas a prosperidade é a recompensa do justo.”  (Prov. 13.15, 21). E ainda diz: “Como é feliz o homem constante no temor do SENHOR! Mas quem endurece o coração cairá na desgraça.” (Prov. 28.14).

Aplicação

Algumas pessoas tem se entristecido, com gravidez precoce, casamentos mal planejados, convivência conjugal sem entendimento por falta de aconselhamento, doenças venéreas evitáveis, corações cheios de amargura e sofrimento, violência doméstica, loucura, depressão, orçamentos estourados, crises familiares, filhos rebeldes, desemprego, falta de paz, tranquilidade e alegria no viver.

Todas estas coisas são não maioria das vezes evitáveis se o sexo fosse feito dentro do casamento com base no amor ao próximo, se houvesse no domínio próprio sobre o desejo de comprar, sobre a forma de se comunicar, perdão mútuo, e muitos outros princípios de Deus que quando não observados se caracterizam em pecado.

8)  O pecado traz o constrangimento da disciplina (9)

A disciplina é expressão do amor e da justiça de Deus em um só momento. A justiça não deixa o erro sem sua devida consequência e o amor busca a restauração do caído, isso acontece ao mesmo tempo. A correção bíblica mantém um espírito de tristeza, brandura e amor, nunca com ódio, soberba e orgulho.

Por um lado, Deus pode agir para condenar o pecador, quando este não se mostra arrependido. Esta é a expressão da sua justiça. Ninguém deve se enganar: Deus “não deixa de punir o culpado”, sem exceção (Êxodo 34.7; Naum 1.3; Colossenses 3.25). Mesmo que para isso, tenha apenas que se abster do cuidado e entregar o homem à sua própria miséria e fraqueza (Romanos 1.24).

Por outro lado, Deus pode agir para disciplina do pecador em busca de sua restauração. Isso acontece mesmo quando ele está arrependido, para que lembre-se do preço e não cometa o erro de novo. Esta é a prática do seu amor (Hebreus 12.5-11).

O constrangimento da disciplina não parte apenas diretamente de Deus para o pecador, mas, ele decidiu usar a igreja para a mesma disciplina.

Em Mateus 18 aprendemos que alguém que cometeu pecado deve ser repreendido inicialmente por aquele que presenciou o pecado ou foi ofendido, e se ele não ouvir aquele que o repreendeu e houver duas ou três testemunhas do fato, todos estes devem tentar a restauração do que pecou. Se ainda assim, não houver arrependimento, diz a Palavra de Deus: “Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano.” (v.17).

O pagão (que não era judeu) e o publicano (judeu traidor que serve o império romano) são símbolos da rejeição para os judeus. Não eram digno de convivência e harmonia. Evidentemente que Deus considerou um relacionamento com os publicanos e romanos com vistas a salvação deles, embora não os considerasse na comunhão com os discípulos.

Isso implica em que uma pessoa excluída da comunhão da igreja, não participa das bênçãos próprias da igreja como proteção contra o maligno, autoridade sobre as trevas, a resposta de Deus às suas súplicas, a paz que excede todo o entendimento, a celebração da ceia, o ministério sagrado, a ação do poder de Deus e algumas outras coisas. Conforme 2 Tessalonicenses 3.14 é legítimo que trabalhemos neste caso para que a pessoa que pecou se sinta envergonhada: “marquem-no e não se associem com ele, para que se sinta envergonhado”. Porém, o mesmo texto deixa claro que esta diferença de tratamento não é resultado de ira, vingança ou ódio, mas tem como propósito gerar um constrangimento que o traga de volta, arrependido; “não o considerem como inimigo, mas chamem a atenção dele como irmão.” (v.14).

O entendimento da expressão “associar” (“ter relações”, “misturar”, “ter alguma comunicação”, como temos em outras versões e) que se encontra neste último texto usa uma termo no original que também é encontrado em 1 Coríntios 5.9,11. Este texto por sua vez, mostra a realidade deste tipo de tratamento quando diz: “Com tais pessoas vocês nem devem comer” (v.11). Cuidado, irmãos. A obediência a este tratamento sem o entendimento da motivação do coração pode nos tornar cruéis e arrogantes. Tal atitude deve ser tomada com um espírito de brandura, tristeza e amor.

Aplicação

Esta semana tivemos que tratar dois casos de pessoas que se dizem cristãos e que vivem na imoralidade. Em um deles expomos na Palavra de Deus, mostrando a seriedade do pecado, a miséria da sua situação, as consequências e a visão de Deus quando ao coração endurecidos.

No final decidi orar por ela, em não me contive quando ao perceber que ia falar com nosso Pai a respeito de alguém que estava disposto a ofendê-lo e as lágrimas dificultaram a pronúncia das palavras.

Não sei dos motivos que o fizeram chorar também, mas o fato é que tal pessoa deverá ser excluída da comunhão da igreja, até que se arrependa de tratar Deus desta forma.

Até lá, deveremos amá-la, sermos brandos, mas chamar a atenção dela em cada oportunidade que podermos, fazendo-a compreender que se não estamos convivendo com ela, não é porque não a amamos, mas é porque nosso amor é verdadeiro e buscará em Deus a sua restauração, através da oração e da exortação. Tomando cuidado, nós mesmos, que estamos de pé, para não cairmos.

9)  A morte física, espiritual e eterna (10)

Havia um mandamento e a consequência do mandamento já estabelecida para os dois: “não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá” (Gênesis 2.17)

Quando Adão e Eva foram criados, isso aconteceu para que eles vivessem eternamente na presença de Deus. A árvore da vida os manteria sempre vivos. Mas ao pecarem, toda a raça foi punida com a morte física e para isso, Deus decide retirar a planta que os mantinham jovens, para evitar “que ele tome também do fruto da árvore da vida e o coma, e viva para sempre”. (Gênesis 3.22).

Outro aspecto da morte é espiritual. A incapacidade de reagir a estímulos espirituais. Se depender só do homem, não há entendimento, nem convencimento do pecado e busca pelo Senhor. O estado natural das pessoas é de “mortos em delitos e pecados” (Efésios 2.1). É necessário que o Espírito de Deus convença e abra os olhos para que possam enxergar sua situação e sua necessidade espiritual, que o Pai o atraia para si e que recebam “vida juntamente com Cristo” (Efésios 2.5).

O último aspecto é o da morte eterna. “O salário do pecado é a morte.” (Romanos 6.23). Para que haja justiça todo o erro deve ter sua devida punição. Esta punição deve variar conforme o nível de autoridade. Claro que a punição por desobedecer a professora e um juiz são bem diferentes. Quão tamanha deve ser a punição em desobedecer a maior autoridade do Universo: a morte eterna. No texto de Romanos, a morte é contraposta à vida eterna.

É sobre ela que fala João, em Apocalipse 20.14,15: 14Então a morte e o Hades foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte. 15 Aqueles cujos nomes não foram encontrados no livro da vida foram lançados no lago de fogo.”

Parece que se não todas, algumas vezes a experiência de morte é muito ruim. Mas nenhum sofrimento é comparado à segunda morte. Esta foi preparada como punição para Satanás, os seus anjos, e aqueles que não foram escritos no Livro da Vida.

Falando sobre este livro, diz as Escrituras: 23A cidade não precisa de sol nem de lua para brilharem sobre ela, pois a glória de Deus a ilumina, (…) 27 Nela jamais entrará algo impuro, nem ninguém que pratique o que é vergonhoso ou enganoso, mas unicamente aqueles cujos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro.” (Apocalipse 21.23,27)

Logo aprendemos pelo que está Escrito que aqueles que vivem a vergonha e o engano do pecado não tem seus nomes escritos no livro da vida e ao invés de entrarem na cidade santa, onde habitarão os salvos, serão entregues ao lago de fogo, “onde haverá choro e ranger de dentes”.

Conclusão

Podemos concordar que o pecado é prazeroso e conveniente em suas experiências, mas terrível em suas consequências. Perda da confiança na oração, danos no próprio corpo, perda do prazer de ser salvo por Cristo, da segurança da salvação, da verdadeira felicidade e paz, da proteção do ações do Diabo, o constrangimento da disciplina, a infantilidade espiritual, e a morte: são duras penas para os que decidem ser coniventes com o pecado.

Mas o pedido de Jesus é a primeira mensagem dele como homem: “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo” (Mateus 4.17).

Os homens foram chamados para serem santos. Mas eles precisam escolher arrepender-se de seus pecados para serem livres para a santidade, doutra forma serão escravos do Diabo e escravos do pecado. “Mas se o Filho os libertar, verdadeiramente vocês serão livres.” (João 8.36).

Troque a insegurança pela certeza de que Deus ouvirá suas orações, troca os sofrimentos no corpo pela cura de Deus, troque a angústia e a tristeza, pela alegria da salvação, troque a ansiedade pela verdadeira paz e felicidade em Cristo, troque a vulnerabilidade, pela proteção da ação do diabo, troque o constrangimento da disciplina pela alegria da comunhão, troque a infantilidade pela maturidade espiritual, troque a morte pela vida eterna em Cristo Jesus.

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