Igreja Batista da Glória

Um igreja da Convenção Batista Brasileira que deseja levar cada membro a viver como servo de Cristo.

Lidando com o medo e a preocupação

O medo e a preocupação parecem ter a mesma raiz. A preocupação é um espécie de medo: o medo do futuro.

Preocupação

  1. No pensamento grego preocupação ou ansiedade é manter uma mente dividida entre o presente com suas responsabilidades e o futuro com suas terríveis possibilidades. A palavra grega Merimnao = merizo (dividir) + nous (mente) é usada em Mateus 6.25 e outros textos do Novo Testamento, traduzida por “preocupação, ansiedade, cuidado”.
  2. Deus não admite preocupações. A preocupação que tira a paz dos corações é pecado. Claro que sempre que Deus diz, faça isso e não fazemos estamos pecando. E não ficar ansioso é uma orientação de Deus. Não obedecê-la deve ser reconhecido como pecado e não doença (Mateus 6.25,31,34 e Filipenses 4.6). Logo aquele que é medroso ou ansioso não é vítima, mas réu no tribunal de Cristo.
  3. Desta forma, O pecado é a preocupação exagerada com o futuro, deixando de agir e reagir no presente de acordo com a vontade de Deus.
  4. Outra forma de considerar a preocupação é a prática de deixar de confiar na Palavra de Deus para ser dominado pelas circunstâncias e curta perspectiva do homem. É ao mesmo destrutivo, porque lhe consome a paz e traz algumas doenças que podem desencadear até mesmo a morte e calunioso, porque reconhece a possibilidade de Deus falhar em cumprir suas promessas.

Medo

  1. É o foco poderoso e às vezes habitual numa ameaça de perigo ou perda percebidas que nos atrapalham de amar a Deus e os outros de forma correta. É interessante pensar assim porque 1 João 4.18 afirma: “No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.”.  Em 2 Timóteo 1.7: “Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio.” O apóstolo contrapõe o espírito de medo, com o espírito de poder, amor e equilíbrio (moderação). Ou seja, havendo um, o outro não há.
  2. O conhecimento mundano tem definido comportamentos de medo como fobias. Medo de altura, do escuro, lugares fechados, etc. são exemplos de fobias, do original grego para “medo”. Mas como já expomos, não é assim que a Palavra de Deus revela.
  3. A Bíblia alerta sobre:

a)      Temer ao homem. Podemos ser tentados a deixar de fazer o que é reto aos olhos de Deus por causa do medo do que as pessoas dirão ou farão. Quem age assim vive em insegurança, pois não garantias de que fazendo o necessário para agradá-las se estará seguro (Prov. 29.25). Alguns fariseu que creram em Cristo foram não usufruíram das bênçãos de Cristo, porque se importaram mais com a aprovação das pessoas do que de Deus (João 12.42-43).

b)      Ter medo de perder coisas temporais. Temos riquezas nos céus que devem ser desejadas e procuradas. Elas possuem durabilidade e valor muito superiores a qualquer coisa temporária que podemos imaginar inclusive a própria vida. Muitos querendo manter coisas materiais deixaram de amar a Deus e por ele foram condenados (Lucas 12.4-5). O comportamento dos discípulos que sofreram por causa de Cristo era muito mais leve e suave. Eles se alegraram com os sofrimentos por causa de Cristo (Atos 5.41).

c)      Medo de situações que não pode controlar. Caim sofreu porque expulso da presença de Deus, seria uma vítima indefesa de pessoas o procurariam matar (Gn. 4.14).  Mas Deus tem sido claro nas escrituras em exortar para que nós não tenhamos medo destas coisas que estão fora do nosso controle (Prov. 3.21-25).

Mas será que toda a preocupação é pecaminosa? Ou será que todo o cuidado é vil?

 A preocupação legítima

  1. Cuidado e interesse apropriado. O próprio Jesus procurou ter este cuidado (Mateus 23.37-38). E Paulo ordenou aos pastores para vigiassem pelo rebanho dado a sagacidade de falsos profetas que tentariam atrair e dizimar as ovelhas (Atos 20.30-31). Em 2 Coríntios 7.7, Paulo se alegra com a preocupação dos irmãos com ele. E na mesma carta ele diz que sua preocupação para com a mesma igreja gerava uma pressão interna (11.28). Esta preocupação não diz respeito ao futuro ou ao inesperado, mas uma procura esta ciente das situações que estão dentro de nossas responsabilidades presentes.
  2. O planejamento apropriado que reconhece a soberania de Deus. A conduta das formigas em guardar no verão para ter durante o inverno é prudência elogiada (Prov. 6.6-8). Porém, este planejamento deve levar em conta a soberania de Deus, considerando assim que os planos feitos podem não acontecer, pois qualquer coisa depende de Deus (Tiago 4.15,16; Provérbios 16.9).
  3. Temor de Deus.  Um dos motivos porque devemos obedecer a Cristo, além do amor que devemos ter por ele, é o fato de ele julgará nossas atitudes (Prov. 1.7; Ecl. 12.13-14).
  4. Respeito pelo perigo. O apóstolo Paulo reconhecia o perigo que corria, tendo em vista a perseguição aos cristãos e decidiu fugir de Damasco à noite em um sexto (2 Coríntios 11.33).

Resposta em Deus

1)      Consolide em sua mente os princípios bíblicos que lhe ajudam a enfrentar o medo e a preocupação

  • Deus quer acalmar seu povo como já fez antes.  O anjo do Senhor orientou Elias a não ter medo (2 Reis 1.15) e a mesma coisa a Maria (Lucas 1.30), ambos com risco de sofrimento.
  • Um dos propósitos da encarnação de Cristo foi nos libertar do medo (Hebreus 2.14-15)
  • Jesus quer que seus filhos experimentem paz (João 14.27)
  • Reconheça que muitos medos e preocupações são temporárias (Mateus 6.25)
  • Reconheça a natureza desperdiçadora do medo e preocupação (Mateus 6.27). O medo e a preocupação tira produtividade e causa desgastes emocionais e físicos desnecessários.
  • Reflita na fidelidade de Deus em providenciar para toda a criação (Mateus 6.28-29, 32).
  • Regozije-se na sua identidade em Cristo.  Feitos à imagem e semelhança de Deus, os homens recebem de Deus um cuidado mais precioso (Mateus 6.30-31).
  • Permita que ocasiões de medo e preocupação testem o que você pensa de Deus, de você mesmo e de outras pessoas;

2)      Quando tiver medo antes de agir, faça uma avaliação

  • Diferencie interesse/medo apropriados de preocupação e medo pecaminosos
  • Avalie pensamentos, desejos, emoções que se encaixam nesta categoria e analise-os sob o ponto de vida da Bíblia. Este estudo bíblico pode servir de base para esta avaliação. Ainda existem livros com base bíblica para tratar deste assunto que podem ser úteis em casos mais graves.
  • Confesse e arrependa-se de todos os hábitos pecaminosos nestas área.
  • Freie os sentimentos e desejos do coração que tendem a interpretar as circunstâncias de forma enganosa (Jeremias 17.9)

3)      Tome passos em direção a superação da preocupação e medo

  • Detenha-se em planejar soluções de enfrentamento do medo ou preocupação, que não firam algum princípio da Palavra de Deus e que expressam seu amor a Deus e aos outros em vez de se concentrar no que você pode perder (1 João 4.8; Provérbios 16:9; Efésios 5:15-17; Filipenses 4:6-9; Colossenses 3:17, 23-24).
  • Aproxime-se confiadamente de Deus em oração, pois temos promessa de ajuda no tempo da necessidade (Hebreus 4.14-16).
  • Mantenha vida de oração que envolva ações de graça. Deus tem interesse por nossas orações em situações difíceis e quer Ele que tais pedidos seja unidos a ações de graça (Mateus 17.20; Filipenses 4.6).
  • Cumpra os seus planos com temor a Deus, fazendo tudo para a sua glória, e concentrando-se nas suas responsabilidades de hoje. (1 Coríntios 10.31; Mateus 6.33-34).
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